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Economia

Análise conjuntural: Um fator positivo em meio ao caos por Leonardo Rinaldi

O fato do país ter controlado a pandemia e estar em recuperação de sua economia também contribui para as expectativas dos economistas. Além disso, o crescimento de outros mercados asiáticos neste ano é visto com otimismo. Além do avanço nas exportações para a China, as vendas para a Cingapura cresceram 256%, para a Coreia do Sul 19% e, para a Malásia, 15%. Esses países asiáticos tendem a compensar as perdas ocasionadas pela crise do Covid-19 em outros mercados importantes para o Brasil. As exportações para a América do Norte caíram 15% no trimestre, para a América do Sul o recuo foi de 13% e, para o Oriente Médio, de 27%. Já as exportações para a União Europeia e para a África apresentam certa estabilidade. A previsão é de que os impactos nesses dois mercados devem aparecer a partir de abril ou maio, embora ainda não tenha sido registrado cancelamentos nas rotas com Europa e Mediterrâneo para as próximas semanas. Os níveis de utilização dos navios também não demonstraram grandes variações até a 14ª semana deste ano, seja na expo ou na impo. Inclusive, com níveis superiores ao mesmo período do ano passado.

A crise global ocasionada pelo avanço da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) nos cinco continentes, ao mesmo tempo que impacta negativamente em muitos setores da economia, pode ocasionar a quebra de um paradigma e gerar uma alta significativa no saldo da balança comercial brasileira em 2020. A avaliação é da equipe técnica do Ministério da Economia (MDIC), levando em consideração que até o final de março os mercados asiáticos representaram 44,5% das vendas externas brasileiras, sinalizando que neste ano os países do continente poderão se transformar no destino de mais da metade das nossas exportações. 

A expectativa da equipe econômica do MDIC é justificada pelo grande aumento na aquisição de alimentos no primeiro trimestre pelos países asiáticos Com destaque para produtos como soja, carnes e outras commodities. Inclusive, mesmo sendo o primeiro país atingido pela pandemia, a China comprou praticamente 5% a mais entre janeiro e março, em comparação com igual período do ano passado. Carnes de frango, suína e bovina; soja, petróleo e minério de ferro foram os principais itens importados pelo tigre asiático.  

O fato do país ter controlado a pandemia e estar em recuperação de sua economia também contribui para as expectativas dos economistas. Além disso, o crescimento de outros mercados asiáticos neste ano é visto com otimismo. Além do avanço nas exportações para a China, as vendas para a Cingapura cresceram 256%, para a Coreia do Sul 19% e, para a Malásia, 15%.  

Esses países asiáticos tendem a compensar as perdas ocasionadas pela crise do Covid-19 em outros mercados importantes para o Brasil. As exportações para a América do Norte caíram 15% no trimestre, para a América do Sul o recuo foi de 13% e, para o Oriente Médio, de 27%. Já as exportações para a União Europeia e para a África apresentam certa estabilidade.  

A previsão é de que os impactos nesses dois mercados devem aparecer a partir de abril ou maio, embora ainda não tenha sido registrado cancelamentos nas rotas com Europa e Mediterrâneo para as próximas semanas. Os níveis de utilização dos navios também não demonstraram grandes variações até a 14ª semana deste ano, seja na expo ou na impo. Inclusive, com níveis superiores ao mesmo período do ano passado. 

Aliado ao avanço nas exportações brasileiras de commodities para o continente asiático, a alta do câmbio tende a impactar significativamente nas importações brasileiras, que tendem a cair significativamente. Com o valor do dólar mais alto, menos compras de bens de capital e bens intermediários pela indústria brasileira, o governo acredita que as importações devem cair mais neste do que as exportações. No entanto, até março as importações brasileiras apresentavam avanço de 10,5%. 

O fato do Brasil estar menos integrado às cadeias globais de produção também minimiza os impactos no comércio exterior. E lá se vai mais um paradigma. O que até agora era notadamente visto como um ponto negativo, no meio da crise, pode ser visto como algo mais ou menos vantajoso. Mas em hipótese alguma podemos esquecer que o cenário está bastante dinâmico e pode mudar de um dia para o outro. O fato atual é que hoje a pauta exportadora brasileira está focada em alimentos, produtos básicos e matérias primas. 

O autor é diretor da Logistique - Feira e Congresso de Logística e Negócios Multimodais de Cargas. O evento acontece de 1º a 3 de setembro, no Centro de Convenções da Expoville, em Joinville, SC. Vai reunir em um único espaço importantes players que formam as cadeias logística, intralogística, transporte multimodal e de comércio exterior e potenciais clientes para discutir os principais desafios e necessidades e do setor. A Logistique é um importante agente de negócios e network para o setor na região Sul do Brasil e reunira também debates nacionais e internacionais em torno destes temas.


Mais informações no endereço www.logistique.com.br

Serviço: 

O que: Logistique - Feira de Logística e Negócios Multimodal 

Quando: 1° a 3 de setembrode 2020, das 14h às 21h 

Onde: Centro de Exposições Expoville - Rua Quinze de Novembro, 4350 - Joinville - SC 

Contato: 55 (49) 3361 9200 / info@logistique.com.br 

Informações e reservas: www.logistique.com.br 

 



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