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Economia

Caminhos mais assertivos para sair da crise são temas discutidos pela Fiesc no Fórum de gestores de empresas

A Federação das Indústrias de SC (Fiesc) realizou na manhã desta sexta-feira (8) um fórum empresarial com gestores de grandes empresas para apontar os caminhos mais assertivos para sair da crise. A busca por ações de retomada tem sido uma das principais bandeiras da entidade desde o início da pandemia de Covid-19.

A transmissão via vídeo conferência reuniu sete gestores de grandes empresas que defenderam reformas do Estado e adesão à nova realidade. Os executivos da Whirlpool, Tupy, Engie, WEG, Resultados Digitais, Bunge e Fundação Herman Hering participaram. Em três horas de videoconferência, os gestores analisaram a situação econômica atual e os meios para gerar crescimento no pós-crise, o que vem sendo chamado de 'New Deal SC', em referência ao plano estadunidense pós-crise de 29.  

Entre as ações, destacam-se um novo desenho do Estado brasileiro, com foco em produtividade e inovação, e necessidade de mais informações e tendências de mercado. A Fiesc elencou quatro pontos de atuação: Reinvenção da economia; Infraestrutura para a competitividade; Capital para desenvolver e empreender; e Pacto institucional ecossistêmico.  

"Nós temos outros vírus para serem combatidos no país. Para criar um ambiente de negócios, é importante diminuir a excessiva burocracia, diminuir o tamanho e melhorar a eficiência do país. Temos um Estado pesado, difícil de carregar, e precisamos de investimento em infraestrutura", disse o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.  

Para ele, é essencial que os empresários estejam preparadas para o novo momento. "As empresas deverão se adaptar à essa nova realidade. Certamente as empresas que mais rapidamente se adaptarem serão as que melhor sairão dessa pandemia", complementou.  

Aguiar também criticou o movimento de desindustrialização do país registrado nas últimas décadas. "Esse modelo de deficiência industrial, cada vez mais desindustrializando o país se mostrou um modelo equivocado. Nós transferimos muito da nossa manufatura principalmente para o país chinês. E isso explica a taxa elevada de desemprego", disse.   

"O nosso governo atual tem uma tendência liberal, e eu não estou discordando, mas acho que neste momento tem que fazer um equilíbrio um pouco maior porque toda a economia vai precisar da participação do governo. Tem que ir para um lado um pouco desenvolvimentista", afirmou Harry Schmelzer Jr, da WEG.  

"O Brasil precisa dar um sinal para os investidores de que ele tem solvência de longo prazo. O governo fez o movimento de corte de salários para a iniciativa privada. Seria um passo importante do funcionalismo dar essa contribuição também", disse Fernando Cestari de Rizzo, da Tupy.  

"Eu acredito que essa crise vai acelerar a transformação digital das companhias. E não dá para buscar todas as soluções sozinhas, então parcerias com startups, incubadoras, com universidades, vai ser fundamental. A gente tem que olhar muito mais para fora do que para dentro", acrescentou Andrea Salgueiro Cruz Lima, da Whirlpool.  

Alguns pontos citados pelos executivos:

- Necessidade de igualar o corte de 25% dos salários para o funcionalismo público a fim de dividir os prejuízos;

- Investimento em infraestrutura para potencializar a competitividade internacional;

- Incentivo de consumo de produtos nacionais e regionais a fim de incentivar a produção local;

- Aceleração da transformação digital, principalmente do setor de e-commerce;

- Aprovação de reforma tributária;

- Atenção às mudanças de comportamento dos consumidores, como exigência de qualidade e sustentabilidade;

- Criação de uma política industrial para o país, que incentive a industrialização.





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