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Evento

Empreendedoras da Aciaa realizam 1º Café com Mulheres

Foto: Gabriel Gatti/Correio Francisquense

Empreendedoras da ACIAA realizam 1º Café com Mulheres

No último sábado (24), o Núcleo de Mulheres Empreendedoras da Associação Empresarial de Araquari (ACIAA) promoveu o primeiro Café com Mulheres para discutir os desafios que a mulher enfrenta para ser empreendedora. As convidadas para o diálogo foram a agente da Polícia Civil de Araquari, Ana Paula Venâncio, a presidente do Conselheira estadual do Direito da Mulher, Juliane Tavares, e a psicóloga clínica Keit Krelling que trouxeram suas experiências e conhecimentos sobre empoderamento feminino, direitos da mulher e empreendedorismo.

O presidente da ACIAA, Alcidir Boaretto, iniciou o evento dizendo que é muito importante para associação o engajamento das mulheres. "São elas que divulgam a Associação e os serviços que temos em prol do empresariado. Um evento dessa magnitude contribui muito e só temos a agradecer".

A mediadora Margaret Paim, proprietária do Jornal Correio Francisquense, recitou um texto de Marina Colasanti, "Para que Ninguém a Quisesse", que provocou as convidadas a contar vivências sobre a posição da mulher de anulação em diversas situações, como no cenário profissional. "Esse texto é construído com base em uma cultura machista, onde homem detém o poder sobre a mulher, e ela se sujeita a isso. A gente vê inclusive nas empresas, onde mulheres ainda recebem menos do que homens, mulheres ainda não têm tantos cargos elevados como os homens, e a gente precisa mudar isso", aponta Keit.

A jornalista Margaret também relatou sobre uma reportagem que fez com um personagem conhecido em São Francisco do Sul pela cambira defumada. Chegando ao local percebeu que na verdade quem fazia a preparação do peixe era a esposa do homem, mas quem levava a fama era ele. "Isso às vezes chama a atenção, por que isso? Por que a gente se permite deixar, não se empoderar disso, dizer que 'sou eu que faço'".

A mulher que faz o chinelo para vender, a mulher agricultora, a mulher que vende o seu produto, todas essas mulheres são empreendedoras, em realidades diferentes, e que precisam de políticas públicas para que sejam atendidas, lembra Juliane. Ela relatou em sua fala sobre o empreendedorismo da mulher indígena e papel do Conselho em pensar em todos os tipos de mulheres e cobrar dos governantes para que estejam atentos as reivindicações delas. "Vamos falar um pouquinho da nossa região aqui, nós temos um grande número de mulheres indígenas e a política pública para mulher precisa contemplar a diversidade e a pluralidade das mulheres do nosso país. São todas diferentes uma das outras, e essas mulheres indígenas são empreendedoras, porque elas fazem coisas lindas, maravilhosas, e elas vendem, elas sustentam os seus filhos e são elas que têm que sair. São realidades diferentes, mas elas também são empreendedoras, o papel de vocês é tão importante, porque além de você empoderar a mulher, você está dando para ela a voz, está dizendo que ela pode, que ela consegue", explica.

Violência contra a mulher

A agente policial Ana Venâncio trouxe para o debate um tema que atinge todas as mulheres e também a mulher que empreende: a violência doméstica. Essa violência pode ser psicológica, física, patrimonial, moral, entre outras e precisa ser denunciada. "O que acontece: essa mulher que o marido proibiu de passar o batom, se ela resiste a essa ordem é onde começa a violência. Então a maioria dos casos que a gente atende é quando a mulher quer fazer o contrário do que é mandado fazer", relata a policial.

Case de Sucesso

Como "Case de Sucesso" para inspirar as mulheres presentes, a empresária Izabel Alegretti contou sua história a frente da Farmácia Bom Jesus. Ela abriu a drogaria junto do seu marido, na época, e cuidava do negócio. Mas depois que descobriu uma traição, resolveu abandonar tudo e se mudar para Curitiba.

Os bons ventos fizeram ela sentir que precisava retornar a Araquari e vendo o negócio da família indo mal, resolveu passar por cima da mágoa e tomar as rédeas da empresa. "Toda a dor eu coloquei no bolso, quando tinha vontade de chorar eu cortava a emoção e segui em frente. E assim eu comecei a fazer as reformas, comecei a buscar metodologias novas de trabalho, parcerias, novas formas de administração, começou a aparecer mais profissionais no mercado, os três primeiros farmacêuticos da cidade trabalharam comigo por um tempo", relata.

Assim, acompanhando a atualização do mercado e sempre inovando, Izabel ampliou a sua empresa, sendo hoje uma referência no segmento em Araquari.

Apoio

As nucleadas da ACIAA receberam apoio da Icatu Saneamentos, Giga Som Eventos, Acredicoop, Irineu Imóveis e empresárias nucleadas para fazer o evento.




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