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Economia

Liberação das atividades no setor produtivo pode impulsionar comércio exterior

Com atividades industriais liberadas pelo governo do Estado, internacionalização é aposta do setor para retomada

Nesta terça-feira (28), a Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de SC (Fiesc) realizou uma conferência online para debater as possibilidades do comércio exterior como solução pós-pandemia. Com a portaria que libera 100% das atividades industriais respeitando orientações sanitárias, Santa Catarina pode tem vantagem nesta internacionalização.  

"SC foi um dos primeiros estados a restringir as atividades do setor produtivo, mas agora foi o primeiro a liberá-las. Com o restante do país ainda com restrições, o mercado interno ainda está pouco movimentando, mas o comércio exterior já começou a se aquecer, principalmente em países que já estão com ritmo mais acelerado como a China", ressaltou o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar. 

Neste momento, Aguiar defendeu da manutenção do contatos com os clientes internacionais, mesmo que os negócio não estejam sendo efetuados no momento. "É importante manter estes contatos para retomar as negociações assim que a crise passar", afirmou. 

Para o diretor de desenvolvimento industrial da CNI, Carlos Abijaodi, Santa Catarina tem potencial para se recuperar rapidamente da crise. "A diversificação da indústria catarinense aliada a baixa taxa de desemprego pré-crise são fatores que devem auxiliar a recuperação da economia do Estado", explicou.  

Segundo Abijaodi, para a retomada a nível nacional, o país precisará concluir as reformas que foram paralisadas com a pandemia e defendeu o papel das entidades empresariais no processo. "Para voltar a crescer o país precisará passar por uma reengenharia. Nesse sentido, as entidades tem um papel fundamental para ajudar construir uma agenda positiva e retomar o crescimento", comentou. 

Impactos sobre a saída do Mercosul  

Além da discussão sobre internacionalização, no encontro também foi apresentado um estudo sobre os impactos de uma possível saída do Brasil do bloco do Mercosul. "O estudo é fundamental para nortear o setor produtivo sobre o significado de uma saída do Brasil do bloco", destacou a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante. 

De acordo com o estudo, o Mercosul é o quarto principal destino das exportações do país (9%), atrás apenas de China (24%), União Europeia (17%) e Estados Unidos (13%). Para a indústria o bloco tem um significado ainda maior, já que é o segundo maior destino das exportações brasileiras de manufaturados, com 21% do total.  

"A parte social também merece destaque. Os negócios realizados no bloco possuem em média a maior massa salarial e maior geração de empregos por bilhão exportado. Esse fator precisa ser considerado", ressaltou o gerente de negociações internacionais da CNI, Fabrizio Sardelli Panzini.  



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