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Economia

'Porto de São Francisco do Sul é um gigante adormecido', afirma Furtado

Diretor-presidente do Porto, João Batista Furtado, apresenta investimentos para os próximos quatro anos

Júlia Vieira
Foto: Divulgação/SCPAR Porto de São Francisco do Sul

Na última terça-feira (25), o diretor-presidente da SCPar Porto de São Francisco do Sul, João Batista Furtado, anunciou em Café com a Imprensa os investimentos de curto, médio e longo prazo a serem feitos nos próximos quatro anos. Estava presente também o diretor de Administração e Finanças, Diego Machado Enke, para contribuições e a diretoria do Sindicato dos Arrumadores (Sindacap).

Furtado ressaltou a compra de dois novos Ship Loaders e a dragagem do canal para manter a cota do acesso aquáviario de 14 metros como medidas mais emergenciais. A contratação da obra de dragagem fica para este próximo semestre, sendo previsto um volume de 1.000.000 m³ para ser retirado.

Já as máquinas Ship Loaders - que ficaram paradas no início do ano devido ao desgaste e tiveram que receber uma manutenção de R$ 21 milhões - deve ter processo licitatório aberto no segundo semestre. Mesmo assim, o prazo de entrega é longo e pode levar de 18 a 24 meses após a compra.

Já em fase final de construção, o novo Gate In, que teve as obras iniciadas em julho do ano passado, terá três balanças modernas para tornar mais rápido o processo das operações. Com um valor total de investimento de mais de 3 milhões, a inauguração deverá ser feita em agosto deste ano. "Hoje nós temos duas balanças, uma para entrada e outra para saída. [Com as novas balanças] Isso implica em nós termos uma produtividade de 35% a 40% a mais na demanda logística de descarga de fertilizantes, no embarque de cargas gerais e de outros produtos".

Outro investimento previsto para curto prazo é a sinalização náutica do canal, em conformidade com os requisitos previstos pela Marinha, em que serão investidos mais de 2 milhões. "O porto de São Francisco, no meu entender, é o único porto que tem capacidade para crescer no estado e no Sul com as condições naturais dele, basta o investimento. Eu fico com uma palavra que eu achei muito interessante do nosso diretor administrativo, o Porto de São Francisco é um gigante adormecido", afirma Furtado.

Incentivo

Com as novas regras de atracação preferencial, sendo a principal em que o armador tem que ter 60% da carga armazenada na área primária do Porto, o objetivo agora é fomentar os armazéns. Para isso o porto planeja elaborar incentivos para que os tornem mais atrativos para, inclusive, novos segmentos de carga. "A gente está estudando um novo incentivo tarifário, para que a gente possa atrair essas cargas, não só a armazenagem da carga, mas também uma nova linha, talvez um produto siderúrgico ou outro segmento de carga".

Nova sede

Um projeto para uma nova sede administrativa também é pensada, devido a sede atual estar localizada em um espaço que é rico para a produção portuária e área primária do Porto. "Então nós estudamos a aquisição, compra ou comodato de um prédio de outro órgão público para que a gente possa sair daqui e se instalar em outro local", diz Furtado.

Longo prazo

Um investimento de grandes proporções - 250 milhões - também está previsto em longo prazo entre os projetos da nova gestão: o aprofundamento do canal de acesso. Para inserir o Porto de São Francisco do Sul em um contexto de competitividade internacional, o canal de acesso deverá ter 16 metros. Nesse projeto também estará prevista a readequação do ângulo do canal. "Com essa obra sendo construída, você pode atender navios de 366 metros de comprimento (LOA) e 52 metros de largura (boca), com um calado de até 14 metros", conta o presidente. "Você fazendo essa obra, aqui na América Latina, vai atender toda a demanda dos armadores para os próximos 20 anos".

Corredor de exportação passa a ser administrado pela SCPAR Porto de São Francisco do Sul

Furtado relatou que finalmente um problema moroso dentro Porto obteve solução: a SCPar Porto de São Francisco retoma a administração do corredor de exportação e terminal graneleiro, que vinham sendo administrados pela Cidasc, dentro da poligonal. Com o fim da concessão do Governo Federal para o Estado, a solução veio em abril deste ano, mas a Cidasc continua operando o local.

"Como modelo jurídico, a delegação que o Governo Federal passou para o Estado é que é necessária a incorporação desse patrimônio, o corredor de exportação, ao Porto", explica Furtado. "Estamos contratando a Cidasc, como eles têm expertise para operar o terminal e nós não temos isso, ela será contratada para que opere tanto o corredor de exportação como os armazéns".




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