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Evento

Porto de São Francisco do Sul celebra 64 anos de história

Em entrevista para o Correio Francisquense, Furtado relatou detalhes do princípio de incêndio em um armazém do Porto

Nesta segunda-feira (1), o Porto Público de São Francisco do Sul, administrado pela SCPar, comemorou 64 anos com um evento nas dependências da sede administrativa. Estavam presentes autoridades da SCPar, com o representante Ademar Dutra, da Câmara de Vereadores de São Francisco do Sul, com o presidente Tuta Ledoux (PP) e o vereador Chris Manão (MDB), da Prefeitura Municipal de São Francisco do Sul, com o secretário de Pesca, Agricultura e Portos, Cesar Cruz. Além do comandante da Polícia Militar da cidade, major Celso Mlanarczyki Júnior, o comandante dos Bombeiros Voluntários, João dos Santos Junior, e o delegado da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul, Raphael Faria Pinto. A diretoria do Sindicato dos Arrumadores (Sindacap), mais uma vez marcou presença na celebração.

Em entrevista ao Jornal Correio Francisquense,o diretor-presidente do porto São Francisco do Sul, João Batista Furtado, relatou que o que ocorreu sábado (29) foi um princípio de incêndio, controlado em menos de 20 minutos. "Esse incidente, que foi um princípio de incêndio, se deu na parte superior de um armazém de lona, situado na parte externa, devido ao superaquecimento das lâmpadas. O armazém estava vazio. A gente chamou o Bombeiro por conta da altura em que ocorreu, mas não houve nenhum dano maior", conta.

História

Em 1° de março de 1941, a União, por meio do Decreto 6.912, outorgou uma concessão para o Estado de Santa Catarina para a construção e exploração de um porto em São Francisco do Sul. Em 1945 começaram as obras e o Porto de São Francisco do Sul foi inaugurado dez anos mais tarde, em 1º de julho de 1955.

Inicialmente a madeira e a erva-mate eram os principais produtos de exportação, mas o trigo, que vinha da Argentina e do Oeste catarinense, caracterizava o potencial graneleiro do Porto. Em 1996, o Governo do Estado deu início ao arrendamento do Terminal Portuário de Santa Catarina (TESC), que começou a operar junto ao Porto de São Francisco do Sul em 2001. 

Já nos anos 2000, mais precisamente em 2004, entrou em funcionamento o corredor de exportação, formado pela Cidasc, Bunge e Terlogs. O corredor permite o transporte do granel das três empresas até a torre de distribuição e de lá direto para os porões dos navios. A iniciativa dobrou a capacidade de carregamento que passou de mil para três mil toneladas/hora. 

Em 2009 foi comemorada a conclusão da derrocagem da Laje da Cruz, permitindo ao Porto o recebimento sem obstáculos de navios com calado de 12,5 metros. A Laje dificultava manobras, exigindo um grande desvio de rota dos navios e prejudicava a oferta de serviços de São Francisco do Sul. 

Desenvolvimento

Entre os anos de 2009 e 2010 foi realizada a recuperação dos berços 101, 102 e 103. Ainda em 2010 houve a realização de obras de derrocagem e dragagem do canal de acesso ao Porto.

O ano de 2013 também marcou a história do Porto. Em dezembro, a Presidente Dilma Rousseff inaugurou a ampliação e o realinhamento do berço 201, que passou de 150 metros para 280 metros. A melhoria da infraestrutura facilitou a movimentação de navios maiores no cais, com redução de custo e aumento da produtividade.

Já em setembro de 2014, foi renovado o direito do Estado de Santa Catarina de administrar as estruturas pelos próximos 25 anos.

Em dezembro de 2017 foi sancionada a lei que autorizou a extinção da autarquia que administrava o Porto de São Francisco do Sul. A partir de então, o Governo do Estado criou a Sociedade de Propósito Específico (SPE), que passou a administrar o terminal portuário. A SPE é subsidiária da empresa estadual SC Participações e Parcerias S. A..

Em 2018 o Porto novamente se consolidou como o maior em movimentação de cargas em Santa Catarina, o 3º maior do Sul Brasil em granel sólido e o 7º maior do Brasil em movimentação de carga geral.

Novos investimentos

João Batista Furtado também deu entrevista na semana passada em um Café com a Imprensa, divulgando os novos investimentos no área portuária da cidade. A compra de dois novos Ship Loaders e a dragagem do canal para manter a cota do acesso aquáviario de 14 metros são as  medidas mais emergenciais, destacou ele. A contratação da obra de dragagem fica para este próximo semestre, sendo previsto um volume de 1.000.000 m³ para ser retirado.

Já as máquinas Ship Loaders - que ficaram paradas no início do ano devido ao desgaste e tiveram que receber uma manutenção de R$ 21 milhões - devem ter processo licitatório aberto no segundo semestre. Mesmo assim, o prazo de entrega é longo e pode levar de 18 a 24 meses após a compra.

Já em fase final de construção, o novo Gate In, que teve as obras iniciadas em julho do ano passado, terá três balanças modernas para tornar mais rápido o processo das operações. Com um valor total de investimento de mais de 3 milhões, a inauguração deverá ser feita em agosto deste ano. "Hoje nós temos duas balanças, uma para entrada e outra para saída. [Com as novas balanças] Isso implica em nós termos uma produtividade de 35% a 40% a mais na demanda logística de descarga de fertilizantes, no embarque de cargas gerais e de outros produtos".

Outro investimento previsto para curto prazo é a sinalização náutica do canal, em conformidade com os requisitos previstos pela Marinha, em que serão investidos mais de 2 milhões. "O porto de São Francisco, no meu entender, é o único porto que tem capacidade para crescer no estado e no Sul com as condições naturais dele, basta o investimento. Eu fico com uma palavra que eu achei muito interessante do nosso diretor administrativo, o Porto de São Francisco é um gigante adormecido", afirma Furtado.

Incentivo

Com as novas regras de atracação preferencial, sendo a principal em que o armador tem que ter 60% da carga armazenada na área primária do Porto, o objetivo agora é fomentar os armazéns. Para isso o porto planeja elaborar incentivos para que os tornem mais atrativos para, inclusive, novos segmentos de carga. "A gente está estudando um novo incentivo tarifário, para que a gente possa atrair essas cargas, não só a armazenagem da carga, mas também uma nova linha, talvez um produto siderúrgico ou outro segmento de carga".

Nova sede

Um projeto para uma nova sede administrativa também é pensada, devido a sede atual estar localizada em um espaço que é rico para a produção portuária e área primária do Porto. "Então nós estudamos a aquisição, compra ou comodato de um prédio de outro órgão público para que a gente possa sair daqui e se instalar em outro local", diz Furtado.

Longo prazo

Um investimento de grandes proporções - 250 milhões - também está previsto em longo prazo entre os projetos da nova gestão: o aprofundamento do canal de acesso. Para inserir o Porto de São Francisco do Sul em um contexto de competitividade internacional, o canal de acesso deverá ter 16 metros. Nesse projeto também estará prevista a readequação do ângulo do canal. "Com essa obra sendo construída, você pode atender navios de 366 metros de comprimento (LOA) e 52 metros de largura (boca), com um calado de até 14 metros", conta o presidente. "Você fazendo essa obra, aqui na América Latina, vai atender toda a demanda dos armadores para os próximos 20 anos".

Corredor de exportação passa a ser administrado pela SCPAR Porto de São Francisco do Sul

Furtado relatou que finalmente um problema moroso dentro Porto obteve solução: a SCPar Porto de São Francisco retoma a administração do corredor de exportação e terminal graneleiro, que vinham sendo administrados pela Cidasc, dentro da poligonal. Com o fim da concessão do Governo Federal para o Estado, a solução veio em abril deste ano, mas a Cidasc continua operando o local.

"Como modelo jurídico, a delegação que o Governo Federal passou para o Estado é que é necessária a incorporação desse patrimônio, o corredor de exportação, ao Porto", explica Furtado. "Estamos contratando a Cidasc, como eles têm expertise para operar o terminal e nós não temos isso, ela será contratada para que opere tanto o corredor de exportação como os armazéns".

Fotos: Júlia Vieira

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