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Esporte

Projeto Social no Ervino estimula jovens a jogar futebol

Júlia Vieira

"Antes a gente jogava bola, agora a gente joga futebol", disse Matheus Boss, 14 anos, que está desde o início do Craque Nota 10, há três anos. "Ela é como se fosse uma segunda mãe", comenta Adryan Gonçalves, 13 anos, sobre como enxerga Evelin Ribeiro, criadora do projeto. Esses comentários resumem um pouco do significado dessa atividade no Ervino. Uma ação social que ensina a técnica do futebol e forma jovens não só para se tornarem craques no esporte, mas também para a vida.

São crianças e adolescentes, meninas e meninos, da localidade do Ervino e Miranda, entre 7 e 17 anos, que vêm aos treinos as segundas, quartas e sábados para jogar. O Craque Nota 10 cresceu, se no seu início só havia oito crianças, hoje já se somam a 46 alunos. Evelin que tem um coração de mãe, diz que sempre cabe mais um.

A ex-jogadora é de Curitiba, passou por vários times até jogar profissionalmente no São Paulo, por 16 anos. Começou no futebol porque sua filha também jogava e se envolveu com o esporte. Após uma lesão grave no tornozelo, decidiu aposentar as chuteiras e realizar um sonho antigo. "Quando minha carreira foi se encerrando, que fui saindo do futebol, eu não queria parar e eu sempre quis fazer o social, fazer a inclusão, trabalhar com crianças carentes. Juntei o útil ao agradável: vir morar para praia, próximo da minha mãe, e trouxe minha atividade que eu gosto, que é o esporte", conta.

Nesse caminho várias crianças passaram pela quadra da Avenida Atlântica, próximo ao posto dois dos salva-vidas. "Dentro de cada criança sempre tem uma história, eu já vi várias aqui dentro se desenrolarem e terem um final feliz. Não foi nem uma, nem duas, foram várias. Então como eu digo, cada criança aqui, todas elas têm uma história e a gente procura trabalhar em cima disso. E quando vê o resultado é muito gratificante. Não tem preço que pague", explica Evelin com um sorriso no rosto.

O time sempre participa de campeonatos. Agora eles têm se preparado para um torneio contra o Atlético Paranaense, em Curitiba; o Campeonato Brasileiro, em Florianópolis; e o Campeonato Municipal, que está com as inscrições abertas. Adryan, Matheus e Marcos Garcia, 15 anos, já estão ansiosos, na expectativa de serem vistos por um olheiro, todos querem seguir com a carreira de atleta. "O principal do projeto além do esporte e da saúde, é a inclusão social. Nós transformamos as crianças em cidadãos, esse que é o foco. Claro que sempre que você começa uma atividade, algo sempre se destaca. E esse se destacar, a gente procura encaminhar para que eles possam seguir o sonho deles", diz a técnica.

Preparados, os meninos sentem que tem possibilidade de conseguir voos maiores. Não é pra menos, a ex-jogadora exige um futebol técnico, visando o tático, marcação, passe de bola, estratégia ofensiva e defensiva. O time que participa de campeonatos tem um horário especial, além dos treinos comuns, nas quartas e sextas-feiras, das 18h às 19h. Evelin também oferece uma academia de goleiros, aos sábados, das 16h30 às 17h30.

Neste domingo (13), o projeto estará fazendo uma Tarde do Pastel, a partir das 15h, para consumo tanto na sede do projeto como para levar. Cada ticket custará R$10,00 e dá direito a três pastéis. O dinheiro ajuda o time a ir para os campeonatos.

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