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Reunião

Câmara da Fiesc apresenta estudos sobre as condições das obras de duplicação na BR-280

Trabalho demonstra que obras no trecho entre São Francisco do Sul e entroncamento da BR-101 ainda não começaram

Foto: Divulgação

Na última quarta-feira (26), a Arcelor Mittal Vega sediou uma reunião conjunta da Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da Fiesc e do Conselho de Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense para apresentar estudos sobre as condições das obras de duplicação da BR-280. Esse estudo, elaborado pelo engenheiro Ricardo Saporiti, demonstrou que ao longo dos três lotes de trabalho entre São Francisco do Sul a Jaraguá do Sul - um investimento total de R$ 1 bi, a preços de 2014 - que o andamento desta duplicação está praticamente parado.

No lote 1.1, entre o Porto de São Francisco do Sul e o entroncamento da BR-101, a situação é ainda pior: o trabalho revela que não foram iniciados até o momento os serviços de terraplenagem, pavimentação e as construções das obras de arte especiais (18 viadutos) contratados em abril de 2018. Para esse trecho é necessário um investimento federal total estimado em R$ 368 milhões.

Outro ponto que impede o desenvolvimento na duplicação desse lote é o aporte de recurso para se proceder às desapropriações ainda pendentes. No lote 1.1, são pelo menos 600 áreas que precisam ser judicialmente desapropriadas. O trecho que compreende o Canal do Linguado também é uma situação ainda nebulosa, pois não está prevista no projeto da obra, sendo assim a duplicação dos dois aterros ainda não tem recurso, mas estima-se que seja necessário 300 milhões.

A recomendação do engenheiro Saporiti é que as obras sejam concluídas em até três anos devido ao sacrifício da região e a necessidade de que seja entregue nesse período. "Com o remanescente a ser executado, mais as desapropriações, isso corresponde a mais ou menos R$ 800 milhões, a preços de 2014. Se isso for feito em três anos, todos nos gostaríamos que isso fosse feito em menos prazo, mais um prazo razoável de três anos, isso daria um desembolso anual de aproximadamente R$ 270 milhões", afirma.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, destaca que o estudo tem o objetivo de sensibilizar lideranças políticas para a execução dessas obras importantes para o desenvolvimento socioeconômico do estado. "Trata-se de um eixo rodoviário estratégico para o Planalto Norte e a região Nordeste do estado, responsável pelo escoamento das safras agrícolas e de produtos industrializados, especialmente destinadas ao litoral e portos catarinenses, sendo ainda o acesso principal ao Porto de São Francisco do Sul. É uma via que possui dinâmica atividade econômica no seu entorno, com cerca de 33 mil estabelecimentos, empregando 388,4 mil trabalhadores e com uma população de 1,2 milhão de pessoas", explica Aguiar.

Autoridades

O prefeito de São Francisco do Sul, Renato Gama Lobo, esteve presente na reunião e afirma que acredita ser pouco provável uma que a duplicação ocorra em três anos. "É necessário o empenho das autoridades do estado de Santa Catarina, do Fórum Parlamentar. Não é muito fácil angariar fundos para que a obra se conclua. Tem muitos impasses ainda a serem esclarecidos, tem a transposição do Canal do Linguado, que para mim não está claro. Portanto eu acho que ainda falta muito, tem muito que ser feito, tem muito que se trabalhar para que a gente possa ter de fato uma solução para BR-280", relata.

A vice-governadora Daniela Reinehr diz que uma das prioridades já levantadas desde o início pelo governo é a infraestrutura. Ela relatou que estará trabalhando para junto do Governo Federal incluir Santa Catarina no Plano Logístico Nacional, em que o estado não foi contemplado, e que entende a necessidade de uma melhor logística da região para o desenvolvimento. "Com infraestrutura a gente voa, com a precariedade que nós temos a gente consegue fazer o que faz, e isso acaba sendo um entrave para nós de certa forma com o Governo Federal, porque eles nos enxergam como uma potência que anda sozinha e que não precisa de muita coisa", admite Reinehr.



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