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Política

CPI dos respiradores ouve servidora e ex-secretários

Depoimentos de Marcia Pauli, Helton Zeferino e Douglas Borba apontaram para erros do início ao fim do processo

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa (Alesc) que apura a compra dos 200 respiradores da Veigamed ouviu mais três testemunhas nesta quarta-feira (2): a ex-chefe da Superintendência de Gestão Administrativa (SGA), Marcia Regina Geremias Pauli, e os ex-secretários Helton de Souza Zeferino (Saúde) e Douglas Borba (Casa Civil). A sessão durou mais de dez horas e entrou na madrugada.  

Marcia foi a primeira a depor. Apontou que a responsabilização pela compra não é competência da SGA e que as decisões 'vinham de cima'. "A SGA executa processo de compra, ela não origina compra. Ela não define compra de equipamentos. A SGA não especifica qual equipamento comprar, que quantidade e qual fornecedor. Nós somos demandados. O protocolo de intenções veio de cima para baixo", afirmou. 

Segundo ela, durante as duas primeiras semanas de pandemia, havia trânsito livre de fornecedores dentro do prédio da Defesa Civil, em que atuava o Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), criado para organizar o combate ao Coronavírus no Estado. 

"O Coes foi um erro. Aquela estrutura montada daquele jeito constitui um erro gravíssimo. Isso nós falamos não foi uma, não foi duas, não foi três vezes", acrescentou. Segundo ela, a criação da estrutura bagunçou os processos de trabalho e a Secretaria de Saúde foi bombardeada por propostas sem ter condições de responder à demanda.  

Marcia detalhou ainda a participação de Borba nas negociações. Segundo ela, foi o ex-chefe da Casa Civil que intermediou o contato entre ela e o representante da Veigamed. A servidora disse que o agora ex-secretário a todo tempo falava "como o governador" e que havia pressão quanto ao seguimento das suas demandas.  

A servidora também esclareceu a participação de um deputado estadual citado nas investigações. Ela diz que não lembra do nome do parlamentar e que não houve pressão dele, e sim uma busca por entendimento sobre um caso específico. Marcia diz que pode identificar o deputado quando receber seu celular, que está com a força-tarefa de investigação criminal.  

Seu depoimento durou mais de três horas e meia. Por fim, disse que um sistema mais seguro dentro da Secretaria de Saúde poderia prevenir o problema. Segundo ela, são precárias as condições para tramitação de processos dentro da pasta, que facilitam a adulteração de documentos e assinaturas indevidas.  



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