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Saneamento

Falta de água: A projeção era para 110 mil habitantes e não 200 mil, confirma diretora da Águas de SFS

Diretora da Águas de São Francisco do Sul confirma ter atendido a população dentro de suas projeções baseadas no Plano Municipal de Saneamento e afirma que o município tem que alterar o plano em 4 em 4 anos, e juntos planejarem ações para atender a demanda, seja ela 300 mil ou mais

Foto: Foto Margaret Paim
Diretora presidente da empresa, Reginalva Mureb

Nesta sexta-feira (10) duas reuniões ocorreram, uma no gabinete do prefeito e outra com a imprensa local no Terminal Turístico Naval, onde, a empresa Águas de São Francisco do Sul, deu explicação sobre a falta de água ocorrida nos dias 29 a 3 de janeiro de 2020, que acarretou prejuízos financeiros há milhares de pessoas que passaram a virada do ano no município, e as medidas que a ela adotará para garantir o fornecimento de água durante o restante da temporada de verão, principalmente ações para atender a comunidade e visitantes que virão para o carnaval e ações para não faltar mais água nos próximos anos. 

A diretora presidente, Reginalva Mureb da Águas de São Francisco do Sul, confirmou que a empresa não estava preparada para atender a quantidade de pessoas que vieram para São Francisco do Sul, na virada do ano e vai mudar todo seu planejamento para não deixar faltar água até o fim da temporada e também para o próximo verão.

"A empresa está com os investimentos na cidade, a médio e longo prazo, acima de nossas projeções, mas verificamos que temos que alterar o Plano Municipal de Saneamento, junto com o município, porque vimos que a nossa projeção é para atender 110 mil habitantes, mas já sabemos que a população foi de quase 200 mil habitantes com a população flutuante.

Então vamos fazer uma simulação, que vai além da licitação, além do Plano Municipal de Saneamento, mas é extremamente necessária para sabermos a população residente e a flutuante. Vamos apresentar em 50 dias ao prefeito, que nos pediu", falou Mureb na coletiva de imprensa.

Na reunião realizada na manhã no gabinete, a diretora presidente da empresa, Reginalva Mureb, elencou cinco ações imediatas: disponibilização de 10 caminhões pipa nos períodos de pico de alta temporada à disposição do município incluindo um de prontidão na ETE do Majorca; distribuição de 200 caixas d'água com capacidade de 350 a 500 litros para famílias de baixa renda nas localidades onde houve escassez de abastecimento cujos critérios serão pré-estabelecidos; aumento de empregados no call center de seis para 12 pessoas nos períodos de pico de abastecimento; a elaboração de um estudo com estimativa de entrega para o dia 1º de março visando atendimento da população de veraneio, considerando alguns cenários; e a análise das pessoas que não tiveram o abastecimento de 10 metros cúbicos (tarifa mínima) para fins de compensações no faturamentos, cujo critérios serão estabelecidos pelo grupo de estudo. O estudo visando o atendimento da população durante a temporada de verão foi solicitado pelo poder público, para que atenda uma população para além do que está previsto no atual plano municipal de saneamento.

Participaram da reunião o presidente da Câmara, Álvaro José Siebers e os vereadores Dioclésio Izidoro Antunes, Edson Eduardo Rita, João Carlos de Miranda, Salvador Luiz Gomes e Wilson Ledoux Batista. Do Executivo municipal, estiveram presentes os secretários de Governo, Marcos Arzua; de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Claudio Pereira dos Santos; de Turismo, Jamille Machado Douat; de Meio Ambiente, Gabriel Conorath; do Seinfra, Marcelo Lúcio Costa; da Gestão Municipal de Convênios, Angelo Pereira Costa; e a procuradora geral do município, Giulliana Capaldo, além do diretor presidente da Samae, Hilton Rodrigo Schetz.

Ao final da reunião, ficou definida a composição do Grupo de Trabalho que irá elaborar, junto com a Águas de São Francisco do Sul, o estudo para a ampliação dos reservatórios e da capacidade de captação para que não ocorram os problemas de desabastecimento: dois representantes da concessionária, dois da Samae, dois da Câmara de Vereadores (um vereador e um técnico); três da Prefeitura (um do governo, um Seinfra e um da Secretaria de Meio Ambiente), um representante do Conselho de Meio Ambiente e um da Aris, a agência reguladora. A primeira reunião do grupo de trabalho deve acontecer na próxima semana.




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