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Educação

IFC São Francisco faz manifestação contra o bloqueio de recursos dos IFs

Unidade na cidade terá R$ 638.365,47 bloqueados do orçamento de 2019

Júlia Vieira
Foto: Divulgação/IFC São Francisco do Sul

Hoje (13), no período da manhã foi feita manifestação entre servidores e estudantes contra o bloqueio de 39% de recursos dos Institutos Federais Catarinenses pelo Governo Federal. A mesma manifestação será feita do período da noite. O bloqueio atinge principalmente o custeio de despesas básicas como alimentação, limpeza, recepção e energia elétrica.

No mês passado, o MEC anunciou o bloqueio de 30% nas universidades públicas e institutos federais preventivamente para o segundo semestre. Porém, esse percentual tem variado conforme as unidades de ensino. No Instituto Federal Catarinense de São Francisco do Sul, o orçamento de 2019 que seria de R$ 1.648.146,64, terá R$ 638.365,47 bloqueados. Os maiores gastos no Instituto da cidade atualmente são com alimentação (R$ 516 mil), limpeza e recepção (474 mil) e a energia elétrica (240 mil), que terão que ser reduzidos. "No mínimo três pessoas da limpeza serão demitidas", explica o diretor-geral do Instituto Federal Catarinense de São Francisco do Sul, Amir Tauille. O almoço gratuito para os alunos também vai sofrer mudanças. "O restaurante continua o contrato, mas provavelmente o aluno vai ter que pagar uma parte do almoço, se não integral, a gente não sabe ainda, porque não definimos".

Amir também conta que em 2015 já teve um contingenciamento, em que a unidade de ensino já estava trabalhando com o mínimo possível de recursos desde então. Na época, foram cortados os vigilantes e diminuído a limpeza, dando preferência para salas de aula e banheiros. Além disso, o Instituto sempre se prepara para um contingenciamento anual de 10% no orçamento.O Instituto estava sofrendo uma redução também no orçamento total anualmente. No ano passado,por exemplo, esse valor foi de R$ 1.750.000,00 e neste ano estava em R$ 1.649.000,00, mesmo com o novo curso de engenharia elétrica.

Para ele, o bloqueio - que é diferente do contingenciamento - de 39% inviabiliza e sucateia a instituição. "Estão sendo feitas reuniões com o ministro da Educação, secretários, e eles dizem que podem sim rever esse valor. Mas isso só no segundo semestre, se a Reforma da Previdência for aprovada. Se não for aprovada, ou se demorar para ser aprovada, nós ficaremos sem esse recurso por um bom tempo".

O diretor também relata que os cursos permanecem sem alteração, o salário dos servidores também não será afetado. Porém, os projetos de ensino, pesquisa e extensão, que fazem parte do orçamento de funcionamento do Instituto serão revistos. "Então é onde os cursos sofrem, eles não sofrem na paralisação do curso, mas no bloqueio, por exemplo, de viagens de estudo, nós tínhamos 60 mil para viagens de estudo, agora não temos mais nada. Nós tínhamos 15 mil pra pesquisa, 15 mil para extensão e 15 mil para ensino em projetos que também vão ser revistos, a gente vai evitar mexer nos valores, porque é a única coisa que resta para o ensino".

Outra manifestação está sendo planejada pelos estudantes no dia 15 de maio, quarta-feira, essa acompanhará a manifestação nacional em relação aos cortes na educação com um todo, não só dos Institutos, como foi nesta segunda-feira.





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