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Cultura

Quiosques de artesanato no Centro Histórico não tem previsão de manutenção

Local precisa ser regularizado para que Fundação faça a revitalização do espaço

Júlia Vieira
Foto: Júlia Vieira/ Jornal Correio Francisquense

É comum que moradores e turistas olhem para os sete quiosques localizados no trapiche principal do Centro Histórico, próximo ao Mercado Público, e questionem os artesãos sobre o espaço e a falta de cuidado naquele local. O espaço foi colocado lá em 2012 e não recebe manutenções porque foi construído de forma irregular.

Já foram realizadas reuniões entre os artesãos e a Fundação Cultural, em 2018, para que os próprios fizessem a manutenção dos quiosques. Mas a Fundação, na época, não permitiu. "Nós tivemos uma reunião com a antiga gestora [Andréa de Oliveira, ex-diretora-presidente da FUCISFS]. Os artesãos queriam reformar, ela disse que não, porque a Fundação iria reformar. Mas até hoje não reformou, então com esse novo gestor, a gente vai falar com ele", relata a artesã cadastrada para usar um dos quiosques, Eunice França, 48 anos.

Ainda não se sabe como foi permitido a construção das pequenas casinhas para exposição de artesanatos de pelo menos 30 artesãos. O atual diretor-presidente da Fundação Cultural Ilha de São Francisco do Sul, Rangel Friolin, explica que junto do Iphan pretende agendar reunião nesta semana para ver a legalidade dos quiosques no patrimônio histórico de São Francisco do Sul. "Se olhar ali o eternit tá feio, a pintura tá feia, o próprio pessoal do artesanato já se reuniu para fazer a manutenção, mas a informação que tenho desde que entrei aqui é que não foi possível, não permitiram", comenta Friolin.

O atual gestor da Fundação também já tem novas ideias para fomentar o artesanato na cidade, pensando até em um novo espaço para abrigar os artesãos como o antigo prédio do BESC. "Na verdade meu sonho desde que entrei aqui é que o prédio que era do BESC virasse uma casa do artesanato. Visualizo esse trabalho. Já tive uma primeira conversa com gabinete sobre isso. A gente viu que agora em abril estava em leilão, não sei se alguém arrematou. Mas era uma ideia procurar junto a Fundação Catarinense de Cultura e o Governo Federal, já que o prédio é Federal, de a gente transformar essa hipótese em uma realidade, do prédio virar uma casa do artesanato", conclui.




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