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Conscientização

Roda de Conversa sobre violência contra mulher propõe Rede de Apoio no Município

A advogada Renata Lima de Castilho e a psicóloga Pâmela de Freitas palestraram sobre o tema

Júlia Vieira
Foto: Júlia Vieira/ Jornal Correio Francisquense

Na noite da última quinta-feira (18), a Casa da Amizade foi ponto de encontro para francisquenses dispostos a debater as situações de violência contra a mulher em São Francisco do Sul. O maior objetivo dessa 1ª Roda de Conversa foi juntar entidades, conselhos e secretarias para pensar em uma Rede de Apoio a mulher na cidade.

A presidente do Conselho Municipal de Saúde no município, Janet Pibernat, uma das organizadoras do encontro, explica que a ideia surgiu a partir da conscientização em reuniões do Conselho sobre esse tipo de violência que pode se manifestar de várias formas, como a psicológica, a moral, a física, entre outras. "O Conselho resolveu unir forças com os demais conselhos, como o Conselho da Mulher, e também com a Assistência Social, a Secretaria da Educação e dar esse primeiro passo. Conforme tudo que foi conversado aqui, as sugestões que foram dadas, a gente vai agora planejar o próximo encontro, a próxima roda de conversa que será aberta ao público", explica. O evento é também realizado em parceria com a Secretaria da Saúde e a Prefeitura Municipal.

A Roda foi conduzida pela psicóloga Pâmela de Freitas e a advogada e conselheira estadual da OAB/SC, Renata Lima de Castilho. Renata explica que a importância desse encontro é dar o primeiro passo para formar essa Rede de Apoio. "As mulheres tem que se unir para podermos arranjar uma solução para fazer essa Rede de Apoio, sem a união das mulheres, nós não vamos conseguir nada", afirma.

Em sua fala no encontro, Renata explicou da dificuldade de se ter uma Delegacia da Mulher no município pela falta de registros de ocorrências, o que não condiz com a realidade da cidade. "Seria o sonho da mulher francisquense ter uma Delegacia da Mulher. Mas Joinville, que tem 600 mil habitantes, só tem uma Delegacia da Mulher. Nós que temos 50 mil habitantes, é muito improvável que teremos. Uma porque as mulheres não registram ocorrências e nós dependemos de números para respaldar e justificar uma Delegacia da Mulher em São Francisco do Sul, mas a solução seria talvez uma atendente mulher preparada para tal".

Para mulheres que sofrem situação de violência ou pessoas que presenciam essa situação é preciso ligar emergencialmente para o número 190, da Polícia Militar, e fazer a denúncia, que pode ser anônima. O número 180 também deve ser utilizado, nele a denúncia, que também pode ser anônima, vai direto para o Ministério Público.


Imagens

Foto: Júlia Vieira/Jornal Correio Francisquense
Foto: Júlia Vieira/ Jornal Correio Francisquense
Foto: Júlia Vieira/Jornal Correio Francisquense
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Foto: Júlia Vieira/Jornal Correio Francisquense
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Foto: Júlia Vieira/Jornal Correio Francisquense
Foto: Júlia Vieira/Jornal Correio Francisquense
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