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Saúde Municipal

Saiu no impresso: A evolução da pandemia em São Francisco do Sul

São cinco meses desde o primeiro caso registrado no município e a doença continua a avançar

Foto: Foto ilustração - internet

Da redação. Foi na madrugada do dia 28 de março, um sábado, que São Francisco do Sul registrou seu primeiro caso de COVID-19. Uma mulher de 40 anos, moradora dos balneários, que cumpria quarentena em casa. Segundo as informações da prefeitura na época, a mulher apresentava apenas sintomas leves e era monitorada pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde. 

Naquela data, os reflexos da pandemia já eram sentidos pelos moradores. Um decreto publicado pelo governo do estado no dia 18 daquele mês traria diversas restrições, proibindo o que ficou conhecido como atividades não essenciais, academias e comércio em geral, e proibia a entrada de novos hóspedes no setor hoteleiro. 

Somente no início de junho, quase quatro meses depois do início das ações contra o Coronavírus em Santa Catarina que o governo decidiu descentralizar as ações, e passou aos prefeitos a responsabilidade de decidir o que era melhor ou não aos seus moradores. 

Para alguns especialistas ouvidos pelo portal G1 SC recentemente, o estado catarinense ainda carece de algumas melhorias no combate ao vírus. Para Julian Borba, professor do Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC, "Os países que tiveram melhor desempenho em termos de controle da pandemia foram aqueles que implementaram políticas condizentes com essa gravidade, especialmente as políticas de isolamento social".  

Outro problema apontado é a falta de alinhamento nas ações para minimizar o contágio. É o que disse a enfermeira epidemiologista Brigina Kemp. "Profissional médico receitando uma coisa, uma categoria falando outra coisa. A população fica perdida, a população não sabe para que lado ela vai. Então a gente só vai conseguir uma resposta coesa da população, atendendo as recomendações, na hora que a gente tiver umas recomendações fortes", falou Kemp. 

O quadro em São Francisco do Sul

No boletim divulgado pela prefeitura dia 28 de março eram apenas 21 casos notificados, 1 confirmado, 13 negativos e 7 que aguardavam exame. Passados pouco mais de cinco meses, os números do dia 7 de setembro revelam que a epidemia rapidamente se alastrou.

No boletim os números parecem assustadores: 5.416 casos notificados, 1.286 casos positivos, 4.116 casos negativos e 14 aguardando exame em isolamento domiciliar. A estes números do dia 7 juntam-se outros, como o número de casos positivos ativos (227), número de internados (9) e o mais triste de todos, o total de óbitos desde que pandemia começou no município (19). 

O município adotou diversas ações para tentar conter o avanço dos números. Desde severas restrições ao comércio, acompanhada de fiscalização intensa, até a implantação de barreira sanitária na entrada da cidade para monitorar a temperatura de turistas e munícipes que ingressavam na ilha. 

Receitas x Despesas: a conta da pandemia será cara 

De acordo com o último boletim disponível no site da prefeitura sobre as despesas do município com a pandemia, a conta pode não fechar.

Porém, a assessoria da comunicação da prefeitura informou números atualizados que revelam o total recebido e o valor gasto com a pandemia pelo município. Segundo os dados foram R$ 3.340.885,75 recebidos contra R$ 2.114.831,00 gastos, até o dia 8 de setembro. A expectativa é que os outros gastos ainda aconteçam, mas sempre equacionados com o recebimento de novas receitas.



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