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Resgate Histórico

Um encontro da família francisquense

Primeiras edições da Festilha eram datas esperadas para reunir francisquenses e celebrar o aniversário da cidade

Júlia Vieira
Registro da terceira edição da Festilha de 1991 em São Francisco do Sul
Foto: Arquivo pessoal/Heins Gross
Registro da terceira edição da Festilha de 1991 em São Francisco do Sul

Quem não se lembra da grande tenda de circo que era montada no antigo aterro, próximo ao Mercado Público para alocar as entidades e o churrasco da Festilha? Quem não lembra do Festilho, dinheiro criado para circular durante a Festa das Tradições? E do concurso da rainha? Das apresentações de folclore? Das bandas locais?

A Festilha, que teve a primeira edição nos dias 13, 14 e 15 de 1989, surgiu a partir de um grupo de amigos que tiveram a ideia de criar uma festa que celebrasse o aniversário da cidade e pediram para o prefeito da época, Rogério Zattar. Então houve uma reunião na Prefeitura para se pensar como seria esse evento, montado em apenas 45 dias. "Foi pensado em uma festa ao ar livre. Sem cobrança de ingresso, que era o mais importante, pois foi frisado bem que seria um presente para os francisquenses. E a gente procurou criar essa festa dando a parte de alimentação para as entidades beneficentes", relata Fábio Zattar, filho do ex-prefeito e servidor da Prefeitura na época.

Estava lançado o desafio, que contou com pouco recurso e quatro pessoas na operação para dar formato à comemoração. "A gente fazia tudo, a decoração, buscávamos mesas e bancos emprestados na igreja, nas entidades", conta Zattar. "Eu tinha um mês, com uns R$ 500 na época, para comprar o material decorativo, e era feito tudo a mão. Eram redes de pesca, trabalhos desenhados e pintados em placas de isopor e fixados na avenida. Esse trabalho era o mesmo feito no Carnaval também, só que por motivos diferentes", complementa Iran Oliveira, um dos organizadores.

A primeira edição foi pequena, se concentrava no antigo aterro e no Mercado Público, com a maioria das barracas das entidades dentro da lona de circo, onde também era servido o churrasco. A partir da aceitação, a segunda edição da festa começou a crescer, ocupando a rua, até o Cruzeiro, com um palco para apresentações folclóricas.

Divulgação

Na terceira Festilha, o evento se consolidou no calendário do município. A divulgação era forte, não só local, como também em associações francisquenses em cidades próximas como Joinville, Curitiba, Florianópolis, entre outras. "Então a gente ia com antecedência, junto com as entidades beneficentes, fazer um pré-lançamento da festa. Nós escolhíamos um clube na cidade, em Curitiba, por exemplo. Distribuíamos os convites para os francisquenses associados e mais alguns, até fechar a quantidade de pessoas permitida, e fazíamos uma mini-festilha apresentando", explica Fábio Zattar. 

Com esse planejamento e organização, a terceira edição foi um sucesso. "Começou uma festa familiar, uma festa de reencontro de pessoas que estavam há muito tempo fora da cidade, que vinham e escolhiam essa data para estar em São Francisco", conclui.

Festilho

A marca registrada das primeiras edições foi o festilho, moeda corrente da festa, que foi criada a partir da terceira edição para facilitar a administração do dinheiro que circulava na Festilha. A prefeitura em parceria com o Banco do Brasil fazia a troca dos cruzeiros pelo festilho e depois as entidades que recebiam essa moeda trocavam no banco.

Não há quem se esqueça das cédulas, Luiz Augusto Ozório ao recordar da Festilha, lembra que esse era um diferencial que trazia identidade para o evento. "O festilho, além de dar um charme ao evento, dinheirinho próprio, permitia um controle estatístico rigoroso do que era vendido na festa", recorda-se.

A cédula imitava o dinheiro com valores desenhados nos dois extremos, no meio a logomarca da festa, uma ilha em negrito, desenvolvida por Iran Oliveira, e a marca do Banco do Brasil. "É uma coisa que todo mundo se lembra até hoje", diz Fábio Zattar. "Tem gente que tem guardado".



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