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Saneamento

Entrevista: 'Queremos trazer para São Francisco do Sul o título de cidade com serviços de água e esgotos universalizados'

Para saber mais sobre os serviços prestados pelas Águas de São Francisco do Sul, o Correio Francisquense traz uma entrevista exclusiva com a presidente da concessionária, Reginalva Mureb. Ela fala das conquistas importantes e como os investimentos estão tendo reflexos diretos na qualidade de vida dos moradores do município. Ela explica sobre melhorias que visam dar mais segurança operacional à cidade. Você também poderá ouvir em vídeo a presidente Reginalva em nossa plataforma digital Facebook.

Garantir a oferta de água entregue à população é uma das maiores responsabilidades da Águas de São Francisco do Sul. Em quase cinco anos de atuação, a concessionária ampliou o atendimento em mais de 9 mil ligações. Isso representa, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considera uma ocupação de 3,5 pessoas por residência, um acréscimo de cobertura no fornecimento de água tratada para até 31,5 mil pessoas. São novos moradores, residências de veraneio, comércios e empreendimentos da cidade que surgiram desde que a empresa assumiu o serviço.  
Correio Francisquense: Desde o começo do ano, a Águas de São Francisco do Sul intensificou as melhorias no sistema de captação e distribuição de água. Qual o objetivo destas obras?
Reginalva Mureb: Desde que assumiu a concessão, em janeiro de 2015, a Águas de São Francisco do Sul vem investindo fortemente na ampliação do fornecimento de água à população. Isto fez com que chegasse em 2020 com um percentual de cobertura de 96% de atendimento, meta contratual exigida somente para 2026. Desde dezembro, as melhorias estão concentradas nas captações de água, em adutoras e em boosters, visando dar mais segurança operacional e considerando dois eventos de estiagem: o primeiro em dezembro de 2019, que refletiu entre os dias 28 de dezembro e 4 de janeiro, e o segundo a partir de abril de 2020 e que sequer foi percebido pela cidade. As intervenções funcionaram, pois, enquanto 128 dos mais de 290 municípios de Santa Catarina decretavam situação de emergência, São Francisco do Sul não sofreu com estiagem.
Correio Francisquense: O aumento do consumo no verão, principalmente na virada do ano, fez com que a região dos balneários enfrentasse um período de desabastecimento. Como estas obras podem contribuir para que o aumento no consumo não impacte na distribuição?
Reginalva: Se verificarmos o histórico do abastecimento na cidade, constataremos precariedade em 2012, 2013 e 2014. De 2015 a 2018 não tivemos problemas mais sérios, apesar de termos ampliado o atendimento com novas ligações. Bairros inteiros passaram a receber água, como Vila da Glória e Ervino. Implantamos mais de 170 km de redes e ampliamos a oferta de água. Já contávamos com a ETA Rocio de 120 l/s e adquirimos uma ETA de 50 l/s. Saímos de 9 milhões de litros/dia para 19 milhões de litros/dia entre produção e transporte. Foram realizadas adequações elétricas e aquisição de equipamentos para um ganho de vazão na adutora do Sai Mirim, ampliando em mais 20 l/s a captação para a ETA Rocio, que abastece o centro e balneários. Também foi feita a remoção de material do canal de captação de Laranjeiras para aumentar a vazão que contribui para recuperação e reserva de agua bruta. No Rita, buscamos uma recuperação de vazão por meio de interligação e um novo bombeamento que nos trouxe um incremento de 20 l/s no sistema do Travessia. Temos sempre que considerar que construímos um sistema, mas nunca sabemos qual a população receberemos. Estamos numa região de veraneio que recebe até cinco vezes a população residente. Quantos virão nesta próxima estação? É sempre um grande desafio.
Correio Francisquense: A concessionária inaugurou a moderna Estação de Tratamento de Esgotos (ETE Ubatuba), que vai atender os balneários. Já existe previsão de quando as moradias serão ligadas a rede de esgoto?
Reginalva: Estamos avançando com as redes e, até o momento, foram implantados 18 Km. Já demos início às abordagens, conscientizando a população da importância de interligar o imóvel ao sistema.
Correio Francisquense: Quais os principais impactos sociais e econômicos da ETE na cidade?
Reginalva: Saúde é o mais importante deles. Tratamento de esgotos costuma fazer despencar os índices de várias doenças. Outra questão é o turismo: por mais bela que seja a cidade, a falta de coleta e tratamento de esgotos afugenta os turistas mais exigentes por receio de contaminação. Este tipo de infraestrutura também atrai empreendimentos importantes, sem esquecer da valorização imobiliária e da proteção ao meio ambiente.
Correio Francisquense: Como surgiu a iniciativa de ajudar a equipar um centro de atendimento a Covid-19 em São Francisco do Sul?
Reginalva: Essa pandemia vem nos dando várias lições: a maior delas, sob o nosso ponto de vista, é escancarar a interdependência que há entre todos e a necessidade de se praticar a empatia. Recebemos no mês de maio um pedido do prefeito Renato, juntamente com a Polícia Militar, CDL e ACI, e logo nos debruçamos na holding para este apoio. É a forma que encontramos para dizer à população que estamos presentes e que somos solidários. Demos um apoio semelhante em Camboriú, através da Águas de Camboriú, atendendo a um pedido do prefeito Élcio. Estamos confiantes na recuperação de todos.
Correio Francisquense: Quais são os projetos previstos para São Francisco do Sul nos próximos anos?
Reginalva: Queremos trazer para São Francisco do sul o título de cidade com serviços de água e esgotos universalizados. Em Santa Catarina, apenas 27% da população conta com tratamento dos esgotos. Nossa meta é desenvolver projetos sustentáveis que sejam referência, e sempre com o engajamento da população.


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