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Meio Ambiente

Secretaria do Meio Ambiente fomenta projetos de educação ambiental em São Francisco do Sul

Por meio de recursos liberados pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente, oito projetos ambientais foram selecionados para receber o valor de R$ 150 mil

Júlia Vieira
Foto: Júlia Vieira/ Jornal Correio Francisquense

Pela terceira vez, a Secretaria do Meio Ambiente abriu edital para liberar recursos, por meio do Conselho Municipal do Meio ambiente, incentivando projetos educacionais que abordem a preservação e desenvolvimento sustentável.

Neste ano, o valor investido em projetos aumentou de R$ 100 mil para R$ 150 mil, contemplando também um maior número de iniciativas. O Correio Francisquense aproveitou a Semana do Meio Ambiente para conhecer quatro, dos oito projetos que foram selecionados para receber o auxílio. Conheça as ideias inovadoras que surgiram de escolas e entidade francisquense nesse processo:

Jardim sensorial

Um espaço onde desperte os cinco sentidos utilizando materiais recicláveis e elementos da natureza foi à ideia de Susan Musse, fisioterapeuta do Lar dos Idosos, para o projeto contemplado pelo edital da Secretaria do Meio Ambiente.

Susan já visitou um Jardim Sensorial em um hotel e trouxe essa experiência para dentro da entidade, que diferente do que é normalmente esperado para esses espaços, será adaptado para os idosos, sendo evitada a venda, nestes casos, enquanto eles caminham pelo circuito. "Nós vamos ter duas situações: com o idoso, sem vendar os olhos, porque para eles é um pouco mais difícil essa coisa de não saber onde estão pisando; e a comunidade, que nós vamos abrir o espaço para comunidade também, aí será de olhos vendados", explica.

O caminho por onde os visitantes e idosos irão passar terá vasos coloridos, feitos de pneus recicláveis, com plantas para o toque e cheiro; folhas secas e pedras de rio para o tato; fonte de água para despertar a audição e as lembranças de água correndo; sinos dos ventos, feitos de diferentes materiais, para ouvir o som; a degustação de um chá para remeter as memórias de infância ou a lembrança de fazer a bebida para os netos; e, no final, tira-se a venda, no caso dos idosos, eles apenas se viram, para desfrutar da visão de flores coloridas.

Os idosos, além de visitar, farão parte também da montagem, adaptação e manutenção do Jardim.

Depois do processo de inauguração do espaço, vai ser aberto para visitação da comunidade, em um dia da semana, para grupos de 25 a 30 pessoas. Nós demais dias, esse espaço será usado exclusivamente para os idosos. Susan fará acompanhamento de cada visita para garantir a experiência e o conhecimento do espaço.

Monitoramento em Tempo Real da Qualidade da Água

O Instituto Federal Catarinense de São Francisco do Sul, através do professor responsável Lucas Knebel Centenaro, traz uma ideia inovadora para o município: a construção de um equipamento que monitora em tempo real a qualidade da água na Baía da Babitonga. O projeto surgiu a partir de relatos de alunos do Instituto e populares da comunidade sobre os banhos nas águas da Baía, em que as pessoas reclamavam do odor característico de poluição vindo de vários pontos.

Por meio desses relatos, o professor e equipe elaboraram estudos e encontraram um projeto que seria referência para o equipamento hoje montado pelo IFC: o Mãe D'agua, que é aplicado em cidades e comunidades ribeirinhas na Amazônia - o primeiro desse tipo no Brasil com estudos já bem avançados em relação ao monitoramento.

Assim foi definido que o equipamento na cidade avaliará não só a balneabilidade, mas também a qualidade da água para que se consiga fazer o tratamento dela de forma mais otimizada pela empresa Águas de São Francisco do Sul. Lembrando que os dados estarão acessíveis a todos. "O banhista chega na praia e ele poderá pegar o celular e, em tempo real, verificar se água ali no local tem uma qualidade no quesito balneabilidade", explica.

O protótipo será envolvido por uma boia aquática e ficará de 10 a 20 metros da margem da Baía transmitindo os dados sobre a água naquele ponto. Os dados coletados, baseados em parâmetros da Agência Nacional de Águas (como temperatura da água, PH, turbidez, quantidade de oxigênio e até mesmo se está própria para consumo humano), serão transmitidos, via sinal de celular, para um servidor localizado no Instituto. Esse servidor disponibilizará as informações para um website e aplicativo mobile.

Os recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente vieram em boa hora para o projeto que já estava sendo trabalhado antes mesmo do lançamento do edital. "O Instituto Federal, querendo ou não, é criado para seguir o norte de trazer uma evolução tecnológica para a região e o município. Então nós, como Instituição Federal, quando a gente enxerga esse fomento, a gente tenta o máximo possível buscar esses recursos, para elaborar esses projetos internamente e para trazer certo conforto e confiabilidade para a população local e regional", conta o professor Lucas.

Com oito pessoas envolvidas na pesquisa do equipamento - sendo quatro estudantes e quatro professores - o protótipo deverá ficar pronto no período de um ano. Para o futuro, com o êxito do projeto, o professor Lucas pensa em construir mais protótipos e aumentar a área de atuação no município, ampliando para a região das praias na cidade.

Escola Estadual Nicola Baptista é contemplada em três projetos

A escola estadual Professor Nicola Baptista teve três projetos contemplados com os recursos do Fundo. A Aquaponia, uma alternativa sustentável, elaborado pela professora de Física, Tiane Agnes Schmitt; a Horta Escolar e Compostagem: da preservação do meio ambiente ao estimulo de hábitos saudáveis, criado pela professora de Geografia, Daiane Caroline Ferraz; e o Aquecedor Solar produzido a partir de materiais recicláveis, uma ferramenta educacional, pelo professor de Química e Física, Filipe Antunes. O Correio Francisquense conversou com as professoras Tiane e Daiane para saber mais sobre os projetos elaborados na escola.

Os projetos surgiram a partir de uma capacitação que ocorreu pela Secretaria do Meio Ambiente nas escolas. Devido a isso, Tiane pensou em criar um protótipo de Aquaponia, um sistema de cultivo que mistura aquicultura com hidroponia, e Daine uma horta escolar que trabalhasse a separação dos resíduos, aproveitando os orgânicos, e incentivando a alimentação saudável. Algumas mudas plantadas na horta escolar a partir da compostagem de orgânicos são replantadas nos canos do sistema de Aquaponia. Essas plantas passam a ser supridas pelos nutrientes das excreções das Tilápias através de um sistema de canos.

"Um projeto está ligado ao outro para que a gente desenvolva no aluno essa questão da sustentabilidade", afirma Tiane. "A ideia principal é que os alunos possam colocar isso em prática, no seu dia-a-dia, nas suas casas. Acredito que a separação do lixo, dos orgânicos, que geralmente vão parar nos aterros e são desperdiçados, os alunos aprendem que pode virar um adubo e contribui com uma nutrição mais saudável", complementa Daiane.

O diretor da escola e ex-secretário municipal da Educação, Marcos Jerônimo de Araújo, não esconde a felicidade de dirigir uma instituição de ensino que promove a criação de projetos para educação e sustentabilidade. "Trabalhar na escola Nicola Baptista é excelente, primeiro pela qualidade dos nossos professores, é uma escola que vive de projetos. Hoje, nós estamos com a Feira de Matemática, estávamos agora pouco negociando também uma atividade para ser feita em agosto de Ciências Humanas, Ciências Físicas e Biológicas. E a escola vive em cima disso, tanto é que os professores não dão conta de tanto projeto, de tanta atividade", comenta.

Imagens

Foto: Júlia Vieira/ Jornal Correio Francisquense
Foto: Júlia Vieira/Jornal Correio Francisquense
Foto: Júlia Vieira/Jornal Correio Francisquense



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