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Meio Ambiente

Visita ilustre: leão-marinho escolhe águas tranquilas da Baía Babitonga para descansar

No final da tarde da última segunda-feira (19), o projeto PMP-BS/Univille foi acionado pelo morador Maicon Marcelo Gonçalves sobre o aparecimento de um leão-marinho-do-sul (Otaria flavescens), próximo da Ilha Grande, dentro da Baía Babitonga. 

Na manhã seguinte (20), a equipe do PMP-BS/Univille foi até o local para avaliar as condições de saúde do leão-marinho. Para este deslocamento, a equipe contou com apoio do morador Renato Aurélio, o "Sansão". 

O animal é um macho de aproximadamente 400 quilos. Como a juba ao redor do pescoço é pouco abundante, este indivíduo é considerado um subadulto. Segundo a avaliação do veterinário do projeto, Leonardo Soares Drumond, o animal está em boas condições e precisa apenas descansar, o que costuma fazer na praia ou no costão rochoso.

O projeto ressalta a importância de respeitar o momento de descanso do animal. Neste momento é preciso a compreensão de moradores e turistas para que não se aproximem e não tentem alimentá-lo. Mantendo a distância mínima de 10 metros, pois a aproximação pode estressar ou assustar o animal e ele pode morder ou machucar alguém na tentativa de se defender.  

Esta espécie de leão-marinho (Otaria flavescens) está amplamente distribuída ao longo da costa da América do Sul. Ocorre desde o norte do Peru, no Oceano Pacífico, até o sul do Brasil, no Oceano Atlântico. Os machos são maiores do que as fêmeas e podem chegar a 2,6 metros de comprimento e pesar 350 quilos. As fêmeas chegam a ter 2 metros de comprimento e pesar 144 quilos. Os machos apresentam uma juba e dentição maior do que as fêmeas, o que permite facilmente identificar o sexo do animal. 

Considera-se o litoral brasileiro uma região de distribuição secundária dos leões-marinhos, onde alguns indivíduos aparecem principalmente nos meses de inverno, quando são trazidos pelas correntes frias vindas do sul. O leão-marinho é uma espécie totalmente atípica para o litoral catarinense. Em particular, na Baía Babitonga sua ocorrência é rara, sendo este o terceiro registro da espécie. O primeiro registro foi em julho de 2000 e o segundo registro foi feito em fevereiro de 2003.

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. A Univille monitora o Trecho 5, compreendido entre Araquari e Itapoá. Ao avistar um animal marinho debilitado ou morto na praia, ligue: 0800 642 3341 / (47) 3471-3816 / (47) 99212-9218.

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