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Política

Setor portuário e autoridades discutem demandas da área com o Senador Dario Berger

Mais uma vez a discussão sobre uma possível privatização do Porto Organizado de São Francisco do Sul é colocada sobre a mesa. As primeiras movimentações aconteceram ainda em fevereiro de 2021, quando o Governo de Santa Catarina anunciou o fim da SCPar. Desta vez o tema voltou à tona com a visita do Senador Dario Berger (PSB) a cidade. Ele esteve na Câmara de Vereadores na última sexta-feira (13) ao lado de correligionários da região e também do presidente estadual do PSB, o ex-Deputado Federal Claudio Vignatti. Além de ouvir as demandas como atual Senador da República, Berger aproveitou para se certificar da importância do setor para a cidade e para o estado na qualidade de pré-candidato ao governo estadual.

Recebido pelo vice-Prefeito, Sérgio Murilo de Carvalho Oliveira (Cidadania) e pelos vereadores Sidnei Eunézio de Mira (MDB), Rangel Friolin (Progressistas) e Cafu (Cidadania), além do presidente da ACISFS, João Ricardo Chaves, e representantes de diversos segmentos ligados ao setor (estivadores, conferentes, transportadores, servidores do Porto Público e da CIDASC, entre outros), Berger ouviu do presidente da associação empresarial dados da importância econômica do Porto Público.

Chaves ressaltou que o porto bate recordes de movimentação e gera lucro, por isso não vê motivos para mudança na gestão. Outras manifestações também foram fortes. O vice-Prefeito Sérgio Murilo destacou que foram feitos "estudos técnicos que concluem que a privatização não atende a nenhum interesse público. "80% da nossa economia depende direta e indiretamente da atividade portuária. Uma mudança drástica dessa poderia causar sérios danos no orçamento municipal."

Ainda mais incisivo na sua intervenção, o vereador Sidnei de Mira afirmou que é "necessário levar em conta a realidade local. Se o Estado não quer [o porto], o município quer administrar". O senador ainda ouviu um pedido expresso do vereador para que, em caso de uma disputa ao governo do estado, coloque expressamente no seu plano de governo o compromisso de manter o porto público, sem risco de privatização.

As respostas de Berger

Atento aos questionamentos e inquietações apresentadas, o senador se colocou à disposição de toda a categoria e da cidade. "O que estamos fazendo aqui hoje é defender os interesses justos e legítimos de São Francisco do Sul", disse.

Berger ainda acrescentou que o "Porto é estratégico, vital para a economia da cidade" e aproveitou para criticar processos privatistas - aos quais ele se coloca contra e diz defender um estado equilibrado - dizendo que ao privatizar "você perde a autonomia, você perde a soberania". "Caso venha a ser privatizado, o porto será vendido para chineses, holandeses. São as nossas riquezas sendo entregues aos estrangeiros", disse.

Por fim, o senador acredita que ainda é possível frear a privatização e comparou a situação de São Francisco do Sul com o que está acontecendo em Itajaí, ressaltando que lá o processo está bem mais avançado e os esforços para manter o complexo têm sido redobrados. Dario acredita que na cidade ainda seja possível resistir. "Devemos nos organizar, nos entrincheirar e estar prontos para lutar para que essa situação não se torne uma realidade", concluiu.


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